Santinho de Papel para promessa com Oração Nossa Senhora do Silêncio
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Santinho com Oração Nossa Senhora do Silêncio

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Santinhos com Oração Nossa Senhora do Silêncio.
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Impresso em papel couchê 90g (fino) - colorido frente e verso.
Tamanho 7x10cm.

Santinhos de papel para promessas ou para promoção e propagação da fé.

A oração está impressa exatamente da maneira como na imagem.
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Características



    HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DO SILÊNCIO
    (Knock - Irlanda - 1879) Contexto social Antes de 1879, os irlandeses passaram por situações lamentáveis, políticas, econômicas, religiosas e outras. Entre essas situações difíceis, a pior foi a terrível crise alimentar devido à escassez de batata, de 1840 a 1851. Essa fome poderia ter sido aliviada pelos ingleses, que possuíam alimentos em abundância, mas eles se recusaram a ajudar e o resultado foi uma indizível miséria. A fome levou à morte mais de um milhão de pessoas e fez um número maior ainda emigrar. O resultado foi o ódio profundo pelos ingleses e a falta de confiança neles que perduram até hoje. Uma cruel discriminação passou a reinar entre as classes alta e baixa, proprietários e trabalhadores, entre católicos, protestantes e anglicanos, entre os irlandeses e os ingleses. Existiam abismos profundos entre os ricos e os pobres, estes últimos eram muito numerosos, nos centros industriais e também nas fazendas. Esses problemas tinham profundas raízes tradicionais e aparentemente firmes. Os principais problemas eram a autonomia nos negócios internos, representação no Parlamento inglês e uma distribuição mais justa de terras à população humilde, terras que estavam nas mãos dos ricos e da Igreja Anglicana inglesa. A separação entre o Estado e a Igreja Anglicana efetuada pelo primeiro-ministro britânico William Gladstone provocou grande comoção na Inglaterra e na Irlanda. Mas pôs novas terras à disposição e, em 1870, foi aprovada a primeira Lei de Terras para favorecer os arrendatários. A lei tornou mais difícil para os proprietários expulsar os arrendatários ou tratá-los como escravos e compensou os arrendatários por suas melhorias. A lei também ajudou alguns deles a se tornarem proprietários de terras.

    Entretanto, não foi dada nenhuma proteção contra aumentos injustos de aluguel nem ajuda aos arrendatários em atraso. O sofrimento era cruel entre os pobres, em especial entre os pobres católicos.

    A aparição descrita a seguir tem uma importância especial por se tratar da primeira do período moderno a ter testemunhas em grupo. Até então, os videntes das quatro aparições francesas, juntos, somam no máximo oito pessoas (Paris (1);  La Sallete (2); Lourdes (1); e Pontmain (4)).

    “Knock” deriva do gaélico Cnoc (colina). Knock, Irlanda, fica no alto de uma pequena colina com vista para extensas terras pantanosas, nas quais, a alguma distância, fica a cidade de Tuam. Em dia claro, é possível ver o lago Corrib a oeste e, mais adiante, as montanhas Twelve Pins, por cima das quais tempestades vindas do oceano Atlântico precipitam-se de um lado a outro do condado de Connemara. Na época da santa aparição, Knock era descrita como pequeno povoado, remoto, desinteressante e indistinto, ou, mais francamente, muito pobre, feio e enfadonho. A capela de Knock foi construída em 1829, quando católicos irlandeses conseguiram certo grau de liberdade para praticar a religião. Daí em diante, a capela funcionou como centro das paróquias unidas de Knock e Aghamore dentro da diocese de Tuam. Mas a grande crise alimentar causada pela escassez de batatas havia arruinado a área e, aos poucos, Knock foi se transformando em um lugar de campos esquecidos e casas de fazenda abandonadas. O povoado em si consistia em apenas uma dúzia de casas modestas. Em 1879, nada menos que 18 famílias haviam sido expulsas recentemente em Knock e nas adjacências e parece que não havia razão para o povoado continuar a existir na miséria e na desolação.

    Em 21 de agosto de 1879, quase todos os poucos habitantes de Knock passaram o dia preparando o feno, trazendo para casa a turfa dos pântanos para queimar e com a qual cozinhar, ou empilhando madeira, aprontando-se para a chegada do frio do inverno. Durante a tarde, grossas nuvens chegaram do Atlântico e envolveram tudo em cerração e pesada garoa. Às sete da noite, caiu um aguaceiro forte e contínuo.

    Depois de visitar paroquianos durante o dia, o arcediago Cavanaugh chegou encharcado à casa paroquial do povoado. A jovem governanta, Mary McLoughlin, acendera um fogo de turfa, onde ele secou e se preparou para passar a noite em casa. Às oito e meia da noite, a governanta saiu da casa paroquial para visitar a amiga Magaret Beirne. Ao passar em baixo de chuva em frente à igreja, ela viu algumas “belas figuras estranhas e um altar”, do lado de fora da parte de trás da igreja. Embora visse “uma luz branca” ao redor das figuras, supôs que o arcediago tivesse encomendado “as estátuas” em Dublin e as tivesse deixado na chuva. Não pensando mais no caso, continuou em direção à casa de Margaret Beirne.

    Entretanto, Mary McLoughlin não foi a primeira a ver as “belas figuras”. Uma mulher, chamada senhora Carty, as tinha visto e, pensando em como seriam pagas, disse a si mesma: “Outra coleta, que Deus nos ajude”.

    A filha de Margaret, Mary, também vira as figuras ou “alguma coisa luminosa” quando, às sete e meia, foi trancar a igreja, mas não mencionara nada em casa.

    Mary McLoughlin, Margaret e Mary Beirne tagarelaram até que a primeira resolveu voltar para a casa paroquial e Mary Beirne decidiu acompanhá-la parte do caminho.

    Quando tornaram a passar pela igreja, parece que a “coisa luminosa” estava mais luminosa ainda. As duas jovens viram que as figuras pareciam estar sobre a grama, mas sem tocá-la com os pés. Também notaram que o aguaceiro não molhara a cumeeira Sul da igreja e a grama e o chão debaixo das figuras estavam secos. A figura central foi identificada como Nossa Senhora. As outras duas, como São José e João Evangelista. As duas garotas ficaram atônitas e Mary Beirne correu alvoroçada para casa, contar à mãe, que também se chamava Mary Beirne; à irmã, Catherine Beirne; a uma sobrinha, Catherine Murray, de oito anos; e ao irmão, Dominick. Emocionada, Mary Beirne disse a todos para correrem à igreja porque a “Virgem Santíssima está lá.”

    Dominick disse-lhe para não fazer papel de boba. Mas Mary não lhe deu atenção e saiu correndo de novo para alertar os vizinhos. Dominick sugeriu que a mãe fosse buscá-la antes “que ela dê um espetáculo diante de todos os vizinhos”.

    Mary Beirne (no lugar, chamada “viúva Beirne” para diferenciá-la das muitas mulheres da cidade com o mesmo sobrenome) chegou à igreja encharcada pelo aguaceiro e também viu as figuras e a luz de brilho intenso. À viúva Beirne, Mary Beirne e Mary McLoughlin juntaram-se logo em seguida a Dominick e Catherine Murray e alguns vizinhos. Todos eles imediatamente também testemunharam a aparição.  A menina Catherine Murray foi rapidamente buscar sua tia Margaret, que veio com vizinhos, inclusive outros Beirnes. Todos os presentes nessa ocasião testemunharam a aparição.

    Alguns depoimentos dos presentes:

    Viúva Beirne – “Saí depressa e fui ao lugar indicado. Quando cheguei lá vi claramente as três figuras. Aproximei-me sem demora para beijar, como eu pensava, os pés da Virgem Santíssima; mas nada senti em meu abraço além da parede (atrás) e fiquei espantada por não sentir com as mãos as figuras que vira nitidamente.”

    Bridget Trench (75 anos) – “As três figuras pareciam imóveis, como estátuas; estavam de pé perto da parede detrás da igreja (que ficava) ao fundo e pareciam estar a cerca de meio metro acima do solo. A Virgem Santíssima estava no centro; vestia-se de branco e parecia coberta com uma capa branca.

    Suas mãos erguiamse na mesma posição em que o sacerdote eleva as mãos ao rezar na santa missa. Percebi (lembrei-me) nitidamente as partes inferiores de seus pés e (tentei) beijá-los três vezes; ela trazia na cabeça algo semelhante a uma coroa e tinha os olhos voltados para o céu. Chovia torrencialmente naquela hora, mas a chuva não caía onde as figuras estavam. Tive o cuidado de tocar o chão com as mãos e senti-lo perfeitamente seco. O vento soprava do sul contra a parede da capela, mas nenhuma chuva caía na parte da parede ou da capela onde estavam as figuras. Não havia nenhum movimento ou sinal de atividade ao redor das figuras.”

    Mary Beirne – “(A figura) da Virgem Santíssima era de tamanho natural, as outras não pareciam nem tão grandes nem tão altas quanto a figura dela: estavam a pequena distância da parede detrás da igreja e, pelo que pude ver, a uns quarenta centímetros do chão. A Virgem estava ereta, com os olhos voltados para o céu, as mãos na altura dos ombros ou um pouco acima, as palmas inclinadas ligeiramente para os ombros ou o peito; vestia um grande manto branco, que caía em pregas amplas e um tanto soltas ao redor dos ombros e estava preso ao pescoço; trazia uma coroa sobre a cabeça – uma coroa bastantes grande – que parecia um tanto mais amarelada que o vestido ou os mantos usados por Nossa Senhora. A figura de São José tinha a cabeça ligeiramente abaixada e inclinada para o lado da Virgem Santíssima, como se lhe fizesse uma reverência; representava o santo um tanto envelhecido com a barba e os cabelos grisalhos. A terceira figura parecia ser a de São João Evangelista; não sei, só achei que era pelo fato de certa vez ter visto a imagem (desse santo) na capela de Lekanvey, perto de Westport, no condado de Mayo, muito parecida com a figura que nesse momento estava à minha frente. Acima do altar e apoiado nele, havia um cordeiro, com a cabeça voltada para São João e, assim, para o lado oeste do véu. Não vi nenhuma cruz ou crucifixo. Sobre o corpo do cordeiro e ao redor dele, vi estrelas douradas, ou luzinhas brilhantes, que cintilavam como jatos (contas) ou bolas de vidro que refletissem a luz de algum (outro) corpo luminoso. Fiquei (observando a aparição) das oito e quinze até nove e meia. Na ocasião, estava chovendo.”

    Um menino disse ter visto anjos, que flutuaram no espaço o tempo todo, durante uma hora e meia ou mais. “Vi suas asas esvoaçando, mas não suas cabeças e faces que não estavam voltadas para mim”. Os anjos estavam também de frente para o altar, como todas as testemunhas. John Curry, outro menininho, viu dois anjos que voavam para frente e para trás. Algumas testemunhas notaram entalhes de santos e anjos na parte inferior do altar, enquanto outras viram uma cruz atrás do cordeiro.

    Houve quem visse luzes, ou só as luzes e não as figuras, e uma viu uma auréola de estrelas. Todas as testemunhas oficiais e extra-oficiais, porém, concordaram que havia uma luz brilhante ou luminosa bem na frente da parede detrás da igreja, descrita como “luz que brilhava como prata”. Todos os que viram as figuras declararam ter sido envoltos por essa luz.

    Houve, pelo menos, três repetições subseqüentes da aparição. A primeira ocorreu no ano seguinte, em 2 de janeiro de 1880, e foi vista pelo arcediago Cavanaugh, na presença de outras vinte testemunhas. Novamente, na noite de 5 de janeiro de 1880, a parição foi vista por um grande ajuntamento de pessoas, inclusive dois oficiais da Real Força Policial Irlandesa, destacados para manter a ordem entre os romeiros que chegavam a Knock. Outra vez, na noite de 6 de janeiro, a mesma aparição foi vista por uma multidão maior ainda, inclusive três homens da vizinha cidade de Claremorris, que declararam terem sido os primeiros a avistarem-na.

    A primeira cura milagrosa a ser registrada ocorreu 18 meses após a primeira aparição, quando uma mulher de 28 anos de idade, surda desde os seis, recuperou por completo a audição enquanto visitava a capela. Michael Ansborough e John Mckenna, cegos há uns dez anos, recuperaram totalmente a visão.

    Mary Prendergast, incapaz de andar há muitos anos e carregada até a parede de trás em uma cadeira, saiu andando sem ajuda.

    A veneração oficial por esta aparição evoluiu devagar, em grande parte porque, em princípio, as autoridades eclesiásticas locais tentaram desencoraja-la. Os primeiros relatos da imprensa secular só vieram à tona quatro meses mais tarde, embora a notícia corresse pelo mundo católico quase imediatamente. Hoje, a igrejinha de KnocK continua a ser importante santuário de peregrinação. Há alguns anos, um novo aeroporto foi construído fora de Knock, para atender ao tráfego. A parede detrás da igreja está envolta em vidro.

    Quando o papa João Paulo II viajou para a Irlanda, o pontífice desviou-se bastante do roteiro para visitar a capela de Knock. A visita de um papa ao lugar de uma aparição é automaticamente considerada aprovação total. Muitos santuários foram edificados em outros lugares para venerar esta sagrada aparição. O primeiro santuário norte-americano em honra de Nossa Senhora de Knock foi construído na igreja de São Patrício, em Newton, Massachusetts, em 1950. A igreja de Newton recebeu de presente o original da famosa ilustração da aparição de Nossa Senhora de Knock da autoria de Currier e Ives.

    Quase imediatamente depois da aparição em 1879, manifestou-se outra perigosa crise alimentar que continuou a ameaçar durante alguns anos.

    Mas, a essa altura, milhares de romeiros de outros países haviam visitado Knock, ficando chocados com a deplorável qualidade de vida dos irlandeses pobres. Porém a aparição de Knock, às vezes chamada de  Nossa Senhora do Silêncio, colocou a Irlanda no mapa da consciência humana como nenhuma outra coisa poderia fazer, e, desta vez, todo o mundo ocidental enviou comida e suprimentos e a fome foi afastada.

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